Perdi este ano alguém que amei e amo.
Eu as vezes brigava com minha avó e agora ela morreu. E toda vez que vejo tudo que passamos juntas, cada briga, cada carinho me inspira amor por sua personalidade (e que personalidade!)
Ela amou-me como sua quinta filha e eu a amei como segunda mãe e sempre que eu acabava nos devaneios de discutir era por que ela me amava como uma filha.
Eu tenho lágrimas no rosto que não matam minha sede por beijar seu rosto feito de sabedoria.
Lembro-me quando criança, eu aprendendo tabuada e ela me ensinando o pouco que havia aprendido e isso me dói no coração porque eu amei cada gesto e cada palavra que dela vinham. Sinto que os abraços que dei e as palavras de amor já não foram o bastante e que eu poderia ter pelo menos sido três vezes mais amorosa.
Só percebi que a amo o triplo do que eu pensava te amar quando ela partiu (e aquilo que eu pensava ser bastante, agora triplicou).
O desespero me mata.... não posso cair, tenho que parar e saber que eu fiz o que deveria fazer enquanto ela ainda era viva! Neste momento o que mais quero é 15 segundos para dizer o quanto a amo.
No hospital, lembro-me dela com os lábios secos e aparelho de oxigênio, respirando com difculdade... cada lágrima sua cada respiração sofrida queimava meu coração até o núcleo. E uma semana depois, acordo de manhã com meus tios e mãe aos pés da cama, os olhos vermelhos, olhando para mim. E eu digo com minha voz infantil e de quem acaba de acordar:
-Bom dia! E.... -eu imaginei que realmente estavam ali para dizer aquilo que supus- vocês estão com uma cara... o que aconteceu?
-Bom filha... a vovó estava realmente muito doente e acabou morrendo.
Eu enfiei minha cabeça nas minhas cobertas de borboletas e acabei tentando acordar, mas não tinha jeito, não era sonho.
No enterro eu não chorei.
As pessoas estavam todas tristes e quietas, eu apenas fiquei em silencio pensando o quanto eu detestava enterros.
Sempre os enterros são tão sombrios por causa da tristeza, e quentes pela vontade dos outros de poder consolar da forma certa. Ninguém pode consolar ninguém, pois saudade não é transmissével.
Enquanto eu tentava segurar minhas lágrimas rebeldes pensei:
-Se alguém tentar dizer "eu entendo a sua dor" eu juro que vou lhe dar um soco na cara, porque minha tristeza é tão grande quanto a de todos aqui, mas ao mesmo tempo é diferente porque todos nós fomos amados de formas e motivos diferentes.
Quando vai passando o tempo eu vou sentindo mais saudade, no entanto vou aceitando melhor e choro às vezes na frente da minha da minha mãe (ou, como costumo chama-la, Meu Calmante porque sua voz é a coisa que mais me acalma no mundo).
Por fim só me resta dizer:
Vó, eu te amo!!!!
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
O Homem que enganou a morte
Era uma vez, um homem chamado Miguel. Ele tinha muitos filhos, e quando nasceu seu filho mais novo ele não sábia quem seria a madrinha afinal, ele tinha tantos filhos que ele já tinha escolhido todos os amigos e todos os santos. Um dia ele estava andando na rua e foi atacado por um cachorro muito violento, e neste momento ele viu a Morte e então uma idéia brilhou em sua cabeça. Ele disse já morrendo:
-Oi dona Morte, a senhora quer ser madrinha do meu novo filho?
A Morte deu um sorriso sombrio e assentiu com a cabeça e acrescentou:
-Bom então meu caro amigo, não quero meu afilhado já orfão então vou deixar viver eu apareço de novo no Batismo.
E foi-se embora. No dia do Batismo todos estranharamo a moça de cabelo pretos rosto sombrio e pálido olhos tão negros que lembravam covas. E neste dia a Morte conversou com os parentes e tudo mais descobriu que Miguel era tão pobre que não tinha onde cair morto. Virou-se para ele e dizendo:
-O senhor sabia que eu como madrinha gostaria do bom e do melhor para meu afilhado, né? O senhor vai poder ficar muito rico se virar médico.
-Comadre eu não estudei muito nessa minha vida como é que vou virar médico?
- Eu entro nessa parte você vai saber quando o caso da pessoa é fatal por que toda vez que eu estiver nos pés da cama, se eu estiver na cabeceira a pessoa vive.
No dia seguinte ele já colocou a placa falando que era um médico. A fama se espalhou e um dia o homem mais rico da cidade o chamou. Quando chegou no quarto a Morte estava nos pés da cama. Ele se lembrou que o pai do garoto não era apenas o homem mais rico da cidade mas também um bandido muito poderoso ele sábia que ele perderia a cabeça se o caso do garoto fosse terminal. Então pediu a mor te que fosse na cozinha comer um pouco antes de levar a alma do rapaz e ela concordou. Ele virou a cama ao contrario e quando comadre chegou ela não percebeu e ele pode salvar a alma do menino. A Morte de malgrado foi embora sem levar sua alma.
Passou-se então uns 4 anos e ele já estava velho e aposentado ela chegou de surpresa para ele quando estava cuidando do jardim. Com sua voz de além-tumulo disse:
- Oi meu amigo você gostaria de vir a minha casa conversar um pouco?
Ele engoliu em seco e dizendo:
-Se e-eu gostaria de ir a sua casa é.... c-claro.
Eles dois sumiram numa fumaça cinzenta. Ele fechou os olhos quando abriu estava num campo de flores mortas e olhando para uma casa de aparência suja e envelhecida. Quando entrou na casa seu susto foi maior ainda a casa era cheia de velas e cruzes sem falar nas flores mortas e nos animais já em decomposição. A morte disse com sua vozinha ''inocente'':
-Aqui é minha casa e essas velas são a vida das pessoas eu lhe trouxe aqui para ver a sua.
Ele foi a seguindo e vendo as velas de seus amigos alguns já morrendo outros que durariam até seus 90 anos. Foi acompanhando até parar em frente a uma vela pequena e já quase acabando olhou para o rosto da morte e desmaiou. Quando acordou estava em seu leito-de-morte com a Morte nos pés da cama e disse reunindo todas as forças que ainda lhe restavam:
-Comadre jura me levar quando eu terminar um pai nosso?
-Hum....
-Por favor!
-Está bem.
-Pai nosso que estás nos céus.... Ha eu só vou terminar quando eu estiver muito velho mesmo pois a senhora me disse quando terminar o pai nosso e não disse o tempo.
A Morte enfurecida foi embora. Depois de décadas e déc adas Miguel já esta velho e esqueceu da promessa feita e vai na igreja e reza:
-Pai nosso que estás nos céus...(ele termina a oração).
E a Morte com um sorriso triunfante busca finalmente sua alma. Fim
-Oi dona Morte, a senhora quer ser madrinha do meu novo filho?
A Morte deu um sorriso sombrio e assentiu com a cabeça e acrescentou:
-Bom então meu caro amigo, não quero meu afilhado já orfão então vou deixar viver eu apareço de novo no Batismo.
E foi-se embora. No dia do Batismo todos estranharamo a moça de cabelo pretos rosto sombrio e pálido olhos tão negros que lembravam covas. E neste dia a Morte conversou com os parentes e tudo mais descobriu que Miguel era tão pobre que não tinha onde cair morto. Virou-se para ele e dizendo:
-O senhor sabia que eu como madrinha gostaria do bom e do melhor para meu afilhado, né? O senhor vai poder ficar muito rico se virar médico.
-Comadre eu não estudei muito nessa minha vida como é que vou virar médico?
- Eu entro nessa parte você vai saber quando o caso da pessoa é fatal por que toda vez que eu estiver nos pés da cama, se eu estiver na cabeceira a pessoa vive.
No dia seguinte ele já colocou a placa falando que era um médico. A fama se espalhou e um dia o homem mais rico da cidade o chamou. Quando chegou no quarto a Morte estava nos pés da cama. Ele se lembrou que o pai do garoto não era apenas o homem mais rico da cidade mas também um bandido muito poderoso ele sábia que ele perderia a cabeça se o caso do garoto fosse terminal. Então pediu a mor te que fosse na cozinha comer um pouco antes de levar a alma do rapaz e ela concordou. Ele virou a cama ao contrario e quando comadre chegou ela não percebeu e ele pode salvar a alma do menino. A Morte de malgrado foi embora sem levar sua alma.
Passou-se então uns 4 anos e ele já estava velho e aposentado ela chegou de surpresa para ele quando estava cuidando do jardim. Com sua voz de além-tumulo disse:
- Oi meu amigo você gostaria de vir a minha casa conversar um pouco?
Ele engoliu em seco e dizendo:
-Se e-eu gostaria de ir a sua casa é.... c-claro.
Eles dois sumiram numa fumaça cinzenta. Ele fechou os olhos quando abriu estava num campo de flores mortas e olhando para uma casa de aparência suja e envelhecida. Quando entrou na casa seu susto foi maior ainda a casa era cheia de velas e cruzes sem falar nas flores mortas e nos animais já em decomposição. A morte disse com sua vozinha ''inocente'':
-Aqui é minha casa e essas velas são a vida das pessoas eu lhe trouxe aqui para ver a sua.
Ele foi a seguindo e vendo as velas de seus amigos alguns já morrendo outros que durariam até seus 90 anos. Foi acompanhando até parar em frente a uma vela pequena e já quase acabando olhou para o rosto da morte e desmaiou. Quando acordou estava em seu leito-de-morte com a Morte nos pés da cama e disse reunindo todas as forças que ainda lhe restavam:
-Comadre jura me levar quando eu terminar um pai nosso?
-Hum....
-Por favor!
-Está bem.
-Pai nosso que estás nos céus.... Ha eu só vou terminar quando eu estiver muito velho mesmo pois a senhora me disse quando terminar o pai nosso e não disse o tempo.
A Morte enfurecida foi embora. Depois de décadas e déc adas Miguel já esta velho e esqueceu da promessa feita e vai na igreja e reza:
-Pai nosso que estás nos céus...(ele termina a oração).
E a Morte com um sorriso triunfante busca finalmente sua alma. Fim
sábado, 26 de março de 2011
Cisne Negro o filme
É preciso ter sensibilidade para gostar desse filme. No começo do filme tem certas cenas fortes e também terror psicológico e em algumas cenas é difícil saber se é fantasia da cabeça dela ou realidade por isso é preferível assistir com calma o filme é tenso e sombrio por causa do jogo de sombras e outras coisas, mas quando assistimos o final dá uma emoção e perdemos toda a tenção do filme o final me fez chorar . A atuação é esplendida! Natalie Portman é incrível nas horas de fazer a frágil Nina, ao mesmo tempo que nas horas de ser o cisne negro consegue simplesmente ser poderosa e apaixonante. Também devo elogiar Vicent Cassel que faz Thomas Leroy, o diretor do ballet, é ele quem dá um toque de humor irônico a essa história impactante.
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