Era uma vez, um homem chamado Miguel. Ele tinha muitos filhos, e quando nasceu seu filho mais novo ele não sábia quem seria a madrinha afinal, ele tinha tantos filhos que ele já tinha escolhido todos os amigos e todos os santos. Um dia ele estava andando na rua e foi atacado por um cachorro muito violento, e neste momento ele viu a Morte e então uma idéia brilhou em sua cabeça. Ele disse já morrendo:
-Oi dona Morte, a senhora quer ser madrinha do meu novo filho?
A Morte deu um sorriso sombrio e assentiu com a cabeça e acrescentou:
-Bom então meu caro amigo, não quero meu afilhado já orfão então vou deixar viver eu apareço de novo no Batismo.
E foi-se embora. No dia do Batismo todos estranharamo a moça de cabelo pretos rosto sombrio e pálido olhos tão negros que lembravam covas. E neste dia a Morte conversou com os parentes e tudo mais descobriu que Miguel era tão pobre que não tinha onde cair morto. Virou-se para ele e dizendo:
-O senhor sabia que eu como madrinha gostaria do bom e do melhor para meu afilhado, né? O senhor vai poder ficar muito rico se virar médico.
-Comadre eu não estudei muito nessa minha vida como é que vou virar médico?
- Eu entro nessa parte você vai saber quando o caso da pessoa é fatal por que toda vez que eu estiver nos pés da cama, se eu estiver na cabeceira a pessoa vive.
No dia seguinte ele já colocou a placa falando que era um médico. A fama se espalhou e um dia o homem mais rico da cidade o chamou. Quando chegou no quarto a Morte estava nos pés da cama. Ele se lembrou que o pai do garoto não era apenas o homem mais rico da cidade mas também um bandido muito poderoso ele sábia que ele perderia a cabeça se o caso do garoto fosse terminal. Então pediu a mor te que fosse na cozinha comer um pouco antes de levar a alma do rapaz e ela concordou. Ele virou a cama ao contrario e quando comadre chegou ela não percebeu e ele pode salvar a alma do menino. A Morte de malgrado foi embora sem levar sua alma.
Passou-se então uns 4 anos e ele já estava velho e aposentado ela chegou de surpresa para ele quando estava cuidando do jardim. Com sua voz de além-tumulo disse:
- Oi meu amigo você gostaria de vir a minha casa conversar um pouco?
Ele engoliu em seco e dizendo:
-Se e-eu gostaria de ir a sua casa é.... c-claro.
Eles dois sumiram numa fumaça cinzenta. Ele fechou os olhos quando abriu estava num campo de flores mortas e olhando para uma casa de aparência suja e envelhecida. Quando entrou na casa seu susto foi maior ainda a casa era cheia de velas e cruzes sem falar nas flores mortas e nos animais já em decomposição. A morte disse com sua vozinha ''inocente'':
-Aqui é minha casa e essas velas são a vida das pessoas eu lhe trouxe aqui para ver a sua.
Ele foi a seguindo e vendo as velas de seus amigos alguns já morrendo outros que durariam até seus 90 anos. Foi acompanhando até parar em frente a uma vela pequena e já quase acabando olhou para o rosto da morte e desmaiou. Quando acordou estava em seu leito-de-morte com a Morte nos pés da cama e disse reunindo todas as forças que ainda lhe restavam:
-Comadre jura me levar quando eu terminar um pai nosso?
-Hum....
-Por favor!
-Está bem.
-Pai nosso que estás nos céus.... Ha eu só vou terminar quando eu estiver muito velho mesmo pois a senhora me disse quando terminar o pai nosso e não disse o tempo.
A Morte enfurecida foi embora. Depois de décadas e déc adas Miguel já esta velho e esqueceu da promessa feita e vai na igreja e reza:
-Pai nosso que estás nos céus...(ele termina a oração).
E a Morte com um sorriso triunfante busca finalmente sua alma. Fim
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